quarta-feira, 30 de setembro de 2009


VELHICE

A VELHICE não existe!
Há apenas pessoas menos jovens do que outras. Para a sociedade a velhice é como uma espécie de segredo vergonhoso. Nesta sociedade moderna a velhice devia ser lembrada como património colectivo, revivendo e ensinando permanentemente as novas gerações. È partilhar saberes.
Os velhos que não têm poder económico dificilmente conseguem fazer valer os seus direitos.
É nossa obrigação e dever valorizar as suas competências individuais.
Com o envelhecimento das populações, os velhos e reformados estão agora associados às dificuldades e incapacidades, embora os responsáveis se preocupem em encontra melhores soluções para dar respostas mais adequadas às diversidades dos problemas. Contudo ainda estão muito longe. É preciso reflectir sobre o envelhecimento demográfico das populações e sobre as profundas mudanças… fazer com que as futuras gerações de idosos possam viver melhor.
As pessoas idosas sendo facilmente reconhecidas, são normalmente identificadas com o isolamento, a solidão, as doenças, a pobreza e mesmo a exclusão social. São considerados como indivíduos isolados. Na verdade, existem mesmo situações problemáticas de isolamento, solidão, doenças e carências afectivas/materiais. Muitas vezes é lhes ocultado a dimensão familiar e sua identidade.
Mas também a velhice é um acumular de perdas. Perdemos amigos, familiares, colegas, algumas capacidades…
Saber envelhecer deve ser uma aprendizagem contínua de aceitação das limitações de cada um.
É necessário pensar e apostar num envelhecimento com qualidade de vida. Um envelhecimento activo.
Há que apostar em programas para esta dita classe. Para que ganhem confiança, auto-estima e gosto pela vida.
Para poderem combater a dependência familiar e individual.

Velhice, essa palavra quase proibida.
A Velhice faz-nos mais rugas no espírito do que na cara.


Muitas pessoas não sabem envelhecer.


REFLEXÃO realizada por: Ana Rita Ferreira
Para: Cidadania e Profissionalidade

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